Modelo grátis · Frota
Planilha de controle de combustível: cada abastecimento e o consumo real de cada veículo
Controlar os abastecimentos é o alarme mais barato que uma frota tem. Quando uma van começa a gastar mais do que o próprio histórico justifica, quase sempre há por trás um vazamento, uma mudança no jeito de dirigir, um pneu descalibrado, um bico injetor cansado ou combustível que nunca chegou ao motor. Esta planilha grátis para Excel registra todos os abastecimentos de um veículo e calcula os quilômetros rodados, o consumo em L/100 km pelo método do tanque cheio, o custo de cada abastecimento e o custo por quilômetro, com totais e médias no fim da planilha.
Free your maintenance · Plano Core gratuito, usuários ilimitados, sem cartão de crédito.
Em resumo
Um controle de combustível registra cada abastecimento do veículo: data, hodômetro, litros e preço por litro. No método do tanque cheio, você completa o tanque toda vez, e o consumo do abastecimento N equivale aos litros dele divididos pelos quilômetros rodados desde o abastecimento N−1, vezes 100, em L/100 km. O custo por km divide o custo do abastecimento por essa distância. O FreeMaint calcula o consumo por veículo.
Atualizado em 28 de setembro de 2026
O que a planilha e o FreeMaint oferecem
Uma planilha Excel com fórmulas de verdade
Informe data, hodômetro, litros e preço por litro. As colunas cinzas calculam sozinhas a distância desde o abastecimento anterior, o consumo em L/100 km, o custo do abastecimento e o custo por km. Um bloco de totais soma distância, litros e custos e traz o consumo médio e o custo médio por km.
Uma aba por veículo
No topo ficam a placa, a marca e o modelo, o combustível e a capacidade do tanque. Uma aba por veículo é o que torna os números comparáveis ao longo do tempo e evita misturar duas vans na mesma média.
Cada abastecimento registrado no FreeMaint
Na ficha do veículo, cada abastecimento é lançado à mão: data, litros, preço por litro, valor total, hodômetro, posto, forma de pagamento e observações. O controle de combustível fica na mesma ficha dos medidores e da manutenção do veículo.
Incluído em BusinessL/100 km por veículo, pelo método do tanque cheio
O FreeMaint calcula o consumo de tanque cheio a tanque cheio a partir de abastecimentos consecutivos, nos últimos 30 dias e desde o início, para cada veículo. Os números são recalculados a partir dos lançamentos: corrigir um hodômetro digitado errado corrige também o resultado.
Incluído em BusinessUm painel de combustível para a frota
O painel da frota mostra o gasto com combustível dos últimos 30 dias, o consumo médio de 30 dias em L/100 km, ponderado pela distância, e o top 5 de veículos por gasto com combustível, ao lado dos veículos parados e dos documentos a vencer.
Incluído em BusinessAbastecimentos que alimentam a manutenção preventiva
Um abastecimento lançado com o hodômetro também registra uma leitura no medidor de quilometragem do veículo. É esse mesmo medidor que dispara os planos preventivos por quilômetro, como uma troca de óleo a cada 15.000 km: a parada no posto mantém o calendário de revisões em dia.
Incluído em BusinessPor que controlar o combustível veículo por veículo
A fatura mensal de combustível da frota diz quanto você gastou, não para onde foi. Dez veículos com uma média razoável podem esconder um que gasta bem mais do que no trimestre passado. A única referência que vale para um veículo é o próprio histórico, no mesmo tipo de rota e com o mesmo tipo de carga.
Com essa base, um aumento de consumo vira uma pergunta que alguém consegue responder. As causas mais comuns cabem em quatro grupos.
- Vazamentos: uma mangueira minando, uma tampa de tanque mal fechada, um tanque danificado. Olhe embaixo do veículo e em volta do bocal de abastecimento.
- Jeito de dirigir: arrancadas bruscas, motor em marcha lenta para aquecer ou refrigerar a cabine, velocidade alta na estrada. A rota também pode ter mudado.
- Combustível que nunca chega ao motor: abastecimentos feitos em outro veículo, numa bombona ou num carro particular. Um abastecimento maior que a capacidade do tanque é o sinal mais claro.
- Manutenção: pneus descalibrados, filtro de ar entupido, bicos injetores gastos ou sujos, freio agarrando, alinhamento fora. São as causas que a manutenção consegue corrigir, e muitas vezes aparecem no controle de combustível antes de o motorista perceber qualquer coisa.
O método do tanque cheio, passo a passo
O método do tanque cheio mede o consumo sem medidor de vazão. Você completa o tanque a cada parada, até o bico desarmar, e anota o hodômetro em cada abastecimento. Como o tanque está cheio antes e depois, os litros colocados no abastecimento N são exatamente os litros queimados pelo motor desde o abastecimento N−1.
A primeira linha da planilha é o abastecimento de referência. Complete o tanque e anote o hodômetro, mas não conte os litros dele: eles repõem combustível gasto antes de o controle começar. O cálculo de consumo começa no segundo abastecimento.
Para as médias, não tire a média dos consumos linha a linha: um trecho curto pesaria tanto quanto um longo. Divida o total de litros, sem o abastecimento de referência, pela distância total e multiplique por 100. A mesma regra vale para o custo médio por km. No Brasil a média costuma ser dada em km/L: basta dividir 100 pelo valor em L/100 km, e 9,0 L/100 km equivalem a 11,1 km/L.
- Distância do abastecimento N = hodômetro do abastecimento N − hodômetro do abastecimento N−1
- Consumo do abastecimento N (L/100 km) = litros do abastecimento N ÷ distância do abastecimento N × 100
- Custo do abastecimento N = litros do abastecimento N × preço por litro
- Custo por km do abastecimento N = custo do abastecimento N ÷ distância do abastecimento N
- Consumo médio = total de litros (sem o abastecimento de referência) ÷ distância total × 100
- Custo médio por km = custo total (sem o abastecimento de referência) ÷ distância total
Erros que estragam um controle de combustível
Um controle de combustível vale o que valem os números lançados. A maior parte dos resultados estranhos vem dos dados, não do veículo: confira estes pontos antes de abrir o capô.
- Abastecimentos parciais. Meio tanque deixa a linha dele econômica e a seguinte péssima, porque o tanque não estava cheio no começo do trecho seguinte. Lance mesmo assim, com uma observação. A média de um período que começa e termina com tanque cheio continua certa; só as linhas isoladas ficam erradas.
- Hodômetro faltando ou chutado. Um erro de digitação de 1.000 km dá um resultado espetacular para um lado ou para o outro, e números redondos como 50.000 costumam ser estimativas. Se faltar uma leitura, deixe a célula vazia em vez de inventar: o trecho seguinte simplesmente cobre dois abastecimentos.
- Misturar veículos. Uma aba por veículo, sempre. Um cartão combustível dividido entre duas vans, ou um abastecimento no tanque da garagem que ninguém anota, quebra a sequência das duas.
- Misturar combustíveis num carro flex. O etanol rende menos quilômetros por litro que a gasolina: comparar abastecimentos de etanol e de gasolina na mesma média leva a conclusões erradas. Anote o combustível de cada abastecimento nas observações.
- Comparar o que não é comparável. Frio, ar-condicionado, trânsito urbano, reboque e carga pesada aumentam o consumo. Compare o veículo com o próprio histórico em trabalho parecido, não com o dado do fabricante nem com outro modelo.
- Ler uma linha sozinha. O bico nunca desarma exatamente no mesmo nível. Olhe a tendência em três a cinco abastecimentos de tanque cheio antes de concluir, sempre em litros e quilômetros.
Quando o consumo sobe: o que conferir e em que ordem
Comece pelos dados: o hodômetro faz sentido, o abastecimento anterior foi mesmo de tanque cheio? Se a linha se sustenta, olhe o contexto: rota nova, reboque, carga mais pesada, motorista novo. Só então mande o veículo para a oficina, com um pedido claro: calibragem dos pneus, vazamentos, filtro de ar, bicos injetores, freios e alinhamento.
No FreeMaint, esse pedido vira uma ordem de serviço (OS) no veículo, com o histórico guardado no ativo. Ordens de serviço, ativos e manutenção preventiva por calendário fazem parte do plano Core, gratuito.
Da planilha ao sistema de manutenção FreeMaint
Um arquivo por veículo funciona com meia dúzia de vans. Deixa de funcionar quando são vinte arquivos, ninguém consolida e um aumento de consumo é notado mas nunca vira uma intervenção.
O controle de combustível faz parte do módulo Frota do plano Business, 99 USD por mês por empresa, preço fixo, nunca por veículo nem por usuário. Cada abastecimento é lançado à mão na ficha do veículo. O FreeMaint é um sistema de manutenção para frotas, não um rastreador GPS nem uma plataforma de telemetria: ele não importa extratos de cartão combustível nem lê o hodômetro automaticamente. Se você já tem um rastreador, mantenha. O custo por km fica na planilha; o aplicativo mostra litros, gasto e L/100 km.
Um exemplo resolvido (números ilustrativos)
- 1
Defina o abastecimento de referência
3 de março: tanque cheio da van com 48.200 km, 52 L a 1,80 por litro. Essa linha só marca o ponto de partida; os litros dela não entram na conta.
- 2
Segundo abastecimento: primeiro consumo
10 de março, 48.850 km, 58,5 L. Distância = 650 km. Consumo = 58,5 ÷ 650 × 100 = 9,0 L/100 km (11,1 km/L). Custo do abastecimento = 58,5 × 1,80 = 105,30, ou 0,162 por km.
- 3
Terceiro abastecimento: um salto que merece atenção
18 de março, 49.420 km, 62,7 L. Distância = 570 km. Consumo = 62,7 ÷ 570 × 100 = 11,0 L/100 km (9,1 km/L), 22% acima do abastecimento anterior. Custo = 112,86, ou 0,198 por km. Hodômetro e tanque cheio anterior confirmados: a van vai para inspeção.
- 4
Quarto abastecimento: de volta ao normal
25 de março, 50.100 km, 61,2 L. Distância = 680 km. Consumo = 9,0 L/100 km, depois da calibragem dos pneus na pressão certa. Custo = 110,16, ou 0,162 por km.
- 5
Totais e médias
Distância = 50.100 − 48.200 = 1.900 km. Litros = 58,5 + 62,7 + 61,2 = 182,4 L. Custo = 328,32. Consumo médio = 182,4 ÷ 1.900 × 100 = 9,6 L/100 km (10,4 km/L); custo médio por km = 0,173. A média simples das três linhas daria 9,67.
Controlar o combustível: FreeMaint, planilha ou extrato do cartão combustível
| Critério | FreeMaint | Planilha Excel | Extrato do cartão combustível |
|---|---|---|---|
| Custo para começar | Planilha grátis; controle de combustível no plano Business, 99 USD por mês por empresa, preço fixo | Grátis | Vem com o cartão; taxas conforme o fornecedor |
| Como os abastecimentos entram | À mão, um a um, na ficha do veículo | À mão na planilha | Na bomba, para abastecimentos pagos com o cartão |
| L/100 km por veículo | Tanque cheio a tanque cheio, últimos 30 dias e desde o início | Por abastecimento e na média, com fórmulas | Tão confiável quanto o hodômetro digitado na bomba |
| Custo por km | Não exibido; use a planilha | Por abastecimento e na média | Varia |
| Visão da frota | Painel: gasto de 30 dias, consumo médio, top 5 de veículos por gasto | Tabelas dinâmicas montadas por você | Relatórios de gasto por cartão |
| Ligação com a manutenção | O hodômetro dos abastecimentos alimenta os planos preventivos por km; um desvio vira OS | Nenhuma | Nenhuma |
Excel (.xlsx)
Perguntas frequentes
Como calcular o consumo de combustível em L/100 km?
Divida os litros de um abastecimento de tanque cheio pelos quilômetros rodados desde o tanque cheio anterior e multiplique por 100. Por exemplo, 58,5 L depois de 650 km dão 58,5 ÷ 650 × 100 = 9,0 L/100 km. Para a média de um período, divida o total de litros pelo total de quilômetros, nunca tire a média das linhas.
Como converter L/100 km em km/L?
Divida 100 pelo consumo em L/100 km. 9,0 L/100 km equivalem a 11,1 km/L, e 11,0 L/100 km a 9,1 km/L. Os dois números dizem a mesma coisa; a planilha e o FreeMaint trabalham em L/100 km.
Por que é preciso completar o tanque toda vez?
Porque o método do tanque cheio supõe o tanque cheio antes e depois de cada trecho. Só assim os litros colocados são iguais aos litros consumidos. Num abastecimento parcial, parte do combustível queimado fica sem medir até o próximo tanque cheio: essa linha parece melhor do que a realidade e a seguinte, pior.
E se o motorista abasteceu só uma parte?
Lance o abastecimento com o hodômetro e uma observação. Essa linha e a seguinte ficam erradas isoladamente, mas a média de um período que começa e termina com tanque cheio continua certa. Peça tanque cheio na próxima parada.
A partir de quando um consumo é anormal?
Não existe um limite universal. Compare o veículo com o próprio histórico, em rotas e cargas parecidas, ao longo de vários abastecimentos de tanque cheio. Um aumento persistente, bem acima da variação normal daquele veículo e com dados limpos, justifica verificar pneus, vazamentos, filtros, bicos injetores e freios, e uma conversa sobre a rota.
O FreeMaint importa o cartão combustível ou lê o hodômetro automaticamente?
Não. Cada abastecimento é lançado à mão. O FreeMaint é um sistema de manutenção para frotas, não um rastreador GPS nem uma plataforma de telemetria. Se você já usa um rastreador, mantenha; as leituras de hodômetro podem ser lançadas à mão ou enviadas pela API do FreeMaint numa integração sob medida.
Qual plano do FreeMaint inclui o controle de combustível?
O controle de combustível faz parte do módulo Frota do plano Business, 99 USD por mês por empresa com usuários ilimitados, qualquer que seja o número de veículos. O plano Core, gratuito, já cobre veículos como ativos, ordens de serviço, manutenção preventiva por calendário e o aplicativo offline. Os dados da frota continuam visíveis se a empresa depois mudar para um plano menor.
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